Vinho do Porto

English

Vinho do Porto or Port Wine, as it is referred to in English speaking countries, is one of Portugal’s most recognized and exported wines. Over the years, volumes have been written on this special wine which is often consumed as a dessert wine but can also be used as an aperitif. Since it was first created in the early 1700’s, Vinho do Porto has reached every corner of the world and has written an interesting history for itself. To this day it continues to capture new admirers and wine connoisseurs with the opening of every bottle. Here we will give you a brief education on its history, its styles and tastes.

Vinho do Porto is a fortified wine produced in the Douro region of Portugal. Only grapes grown in this demarcated wine region can be used to produce Vinho do Porto. The Serra do Marão protects the valleys of the Douro river from the Atlantic Ocean and creates a microclimate that is optimal for growing the grapes used in the production of this special wine.

Vinho do Porto first became popular in England after the Methuen Treaty of 1703, when English merchants were permitted to import it at a very low tariff. During these times, the war with France deprived the English of the French wines they had grown accustomed to drink. The English turned to Portugal to fill this void. However, the long trip from Portugal to England often resulted in spoiled wine. The fortification of the wine was introduced to improve the wine’s shipping and shelf-life for the journey into England. Hence the birth of Vinho do Porto.

Today, as in the past, Vinho do Porto starts off like any other wine. During the wine making process the fermentation is stopped by adding a Portuguese distilled spirit called aguardente. The addition of aguardente not only stops the fermentation process thereby leaving a certain amount of sugar in the wine, it also raises the alcohol content of the final product. The added sweetness and increased alcohol level is what gives Vinho do Porto its richness and the classification as a fortified wine.

After production, the wine is stored and aged. Some producers or Port Houses still use traditional large wooden barrels while others use a combination of wooden barrels and modern stainless steel vats. The barrels are then stored in large dark cellars called “caves”. Most of the “caves” are located in Vila Nova de Gaia, a city that is further up stream of the Douro river and located on its southern bank. Vinho do Porto is stored in the “caves” anywhere from a few months to decades before the wine is eventually bottled.

Interestingly, Vinho do Porto received its name from the seaport city of Porto or Oporto located at the mouth of the Douro River. Traditionally,the wine was taken downriver from Vila Nova de Gaia to the seaport for final export to European and other world markets. The transport downriver was done on flat-bottom boats called “barcos rabelos”. Today the Port Houses use more modern methods of transport and the “barcos rabelos” are only used for racing and annual displays keeping traditional memories alive.

Vinho do Porto comes in several styles that can be broken down into two basic categories:

• Wines that mature in sealed glass bottles, with no exposure to air, and experience what is known as "reductive" aging. This process leads to the wine losing its color very slowly and produces a wine which is smoother on the palate and less tannic. Vintages would fall into this category.

• Wines that mature in wooden barrels, whose permeability allows a small amount of exposure to oxygen, and experience what is known as "oxidative" aging. They too lose color, but at a faster pace. They also lose volume to evaporation (angel's share), leaving behind a wine that is slightly more viscous. Colheitas would fall into this category.

The IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto) further divides Vinho do Port into two categories:
“Normal” (standard Rubies, Tawnies and White Ports) and “Categorias Especiais”, or Special Categories, which includes Vintages, Colheitas, LBVs and others.

Portugal is home to hundreds of grape varietals, some of which are found no where else in the world. As such, there are quite a number of varietals (castas) that can be used in the production of Vinho do Porto. Actually, there are over 80 permitted grape varieties and about 30 varieties that are recommended. However, best results are attained from five varietals that are widely cultivated and used throughout the Douro region. The varietals most used are Tinta Barroca, Tinta Cão, Tinta Roriz (Tempranillo), Touriga Francesa, and Touriga Nacional. Touriga Nacional is by far considered the most desirable grape for Vinho do Porto but the difficulty in growing it and the small yields cause Touriga Francesa to be the most widely planted grape. White ports are produced the same way as red ports, except that they use white grapes. Best results are attained when using Donzelinho Branco, Esgana-Cão, Folgasão, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato and Viosinho.




Português

Vinho do Porto é um dos vinhos mais reconhecidos de todo o mundo. Ao longo dos tempos já muito se escreveu sobre este vinho especial, consumido na maior parte das vezes com a sobremesa mas também usado como aperitivo. Desde a sua criação no início do século XVIII, o Vinho do Porto chegou aos quatro cantos do mundo e por ele próprio escreveu a sua história. Até ao dia de hoje continua a captar novos admiradores e especialistas. Aqui lhe daremos uma breve descrição da história, estilos e sabores.

Vinho do Porto é um vinho fortificado produzido na região do Douro. Só uvas plantadas nesta região demarcada podem ser usadas na produção do Vinho do Porto. A serra do Marão funciona como uma protecção dos ventos do Oceâno Atlantico, o que cria um microclima que posibilita o correcto crescimento das uvas usadas na produção deste vinho especial.

O Vinho do Porto tornou-se popular em Inglaterra depois do tratado de Methuen em 1703, quando foi permitido aos comerciantes ingleses importar productos com uma taxa muito baixa. Durante estes tempos a guerra com a França privou os ingleses dos vinhos franceses que eles estavam habituados a beber. Os ingleses viraram-se para Portugal para preencher este vazio. Contudo a longa viagem entre Portugal e Inglaterra estragava o vinho. A fortificação do vinho foi introduzida com a inteção de aumentar o seu tempo de vida.
Assim nasceu o Vinho do Porto.

Hoje como no passado, o Vinho do Porto começa como outro qualquer vinho. Durante o processo de produção, a fermentação é parada e é adicionada aguardente. A adicção de aguardente não só pára a fermentação como mantém os níveis de açúcar do vinho elevados e resulta num alto teor alcoólico. A doçura e o elevado teor alcoólico dá ao Vinho do Porto toda a sua riqueza sendo deste modo classificado de vinho fortificado.

Depois da produção, o vinho é guardado e envelhecido. Alguns productores ou casas de Vinho do Porto continuam a usar os tradicionais barris de madeira enquanto outros usam a combinação de barris de madeira e barris de aço inoxidável. Os barris são guardados em grandes e escuras caves. A maior parte dessas caves estão localizadas em Vila Nova de Gaia, cidade que está do lado sul do rio Douro. O Vinho do Porto é guardado nas caves desde alguns meses até várias décadas antes de ser engarrafado.

O Vinho do Porto recebeu o mesmo nome da maior cidade portuária do norte do país. Tradicionalmemte o vinho era levado rio baixo desde Vila Nova de Gaia até ao porto para finalmente ser exportado para a europa e para os mercados de todo o mundo. O transporte era feito pelos famosos barcos rabelo. Nos dias de hoje as casas do Vinho do Porto usam métodos mais modernos de transporte e os famosos barcos são usados mais numa vertente turística com intanção de manter vivas as tradições.

Existem vários tipos de Vinho do Porto que podem ser divididos em duas grandes categorias:
• Vinhos que envelhecem em garrafa sem exposição à luz e ao ar, um processo em que a perda da cor e o envelhecimento são mais lentos e que torna o vinho mais suave e menos taninoso. Nesta categoria encontram-se os Vintage.
• Vinhos que envelhecem em barris de madeira, os quais são permeáveis ao ar, o que leva à oxidação. Essa oxidação torna a cor do vinho em tons "alaranjados" e a permeabilização faz com que algum do vinho ao longo do tempo de estágio evapore. Todos estes factores tornam o vinho mais viscoso. Os colheitas encontram-se nesta categoria.

O IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto) divideu o Vinho do Porto em duas categorias: "Normal"(rubies, tawnies e brancos) e categorias especiais, as quais engloba os Vintage, Colheitas, Lbv´s e os envelhecidos(10, 20, 30 e 40 anos).

Portugal possui centenas de diferentes tipos de castas, as quais não existem noutras partes do mundo. Contudo só algumas delas são usadas na produção de Vinho do Porto. Actualmente existem cerca de 80 tipos diferentes de castas permitidas, das quais cerca de 30 são as recomendadas. Contudo os melhores resultados são obtidos com 5 castas cultivadas por toda a região. Elas são a Tinta Barroca, Tinta Cão, Tinta Roriz(Tempranilho), Touriga Francesa e Touriga Nacional. Esta última é considerada de longe a mais desejada de todas para a produção do Vinho do Porto, mas a dificuldade do seu cultivo faz com que a Touriga Francesa seja a casta mais plantada. Os portos brancos são produzidos da mesma maneira que os tintos, sendo a diferença no tipos de castas usadas. Os melhores resultados são obtidos com o uso do Donzelinho Branco, Esgana-Cão, Folgasão, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato e Viosinho.

Copyright © 2014 Lisbon Wines & Liquors. Website by Global Vision